segunda-feira, 26 de julho de 2010

Posted by Velufreitas |

cigarro18
 Tenho 40 anos e sou fumante há 26 anos.

Fumo cerca de um maço de cigarros por dia, aprecio principalmente os cigarros da manhã e depois das refeições. Quando num local em que não posso fumar, fico inquieta e ansiosa pensando em quando poderei sair, são raras as ocasiões em que consigo me esquecer completamente do cigarro.
Na sua falta fico sentindo “algo” um misto de vazio, tristeza, melancolia. Algumas horas depois, já estou irritada, sem foco, de mau humor me sinto sem lugar e fico dando voltas em círculo, abrindo gavetas, revirando a bolsa na esperança de encontrar uma reles e saborosa bituca. Pode acreditar que aquele negócio fétido e de sabor horrível é naquele momento uma delícia.
A chuva está inundando a metrópole, o termômetro marca a temperatura mais baixa do ano e lá estou eu enfrentando as intempéries: me encharcando toda ou congelando para poder acender aquele cigarro depois do jantar ou no horário do almoço.
Nunca me assumi como uma dependente, mas agora analisando essa breve descrição devo admitir que em meio a tantas loucuras que fiz para ter um cigarro entre os dedos sou uma viciada.

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